So long, major Tom

David Bowie era feito com o pó das estrelas. Esse que faz voar as fadas, esconde as sombras e não nos deixa crescer.

Inventou Ziggy Stardust, iam os anos 70 a começar e decide esconder-se atrás da imagem perfume de uma mulher tão impossível quanto avant la letre. Miss Stardus foi ele. E foi assim até querer.

De surpresa em surpresa nem na hora da morte nos deixou sem estreia. Chamou ao último disco, “black star” –  seria o seu último (mas será mesmo?) longa rotação como se dizia no tempo em que tão novo se fez estrela.

Black star é lançado no dia do seu aniversario e na véspera da sua morte. A canção “lazarus” seria o ultimo a single a ter o corpo da voz génio, a imagem ícone do deus Pop. A rebelde rebelde centelha.

Fazia nascer um disco para poder morrer. E entre nós, comuns mortais, ninguém percebeu.

Sempre trágico, quase negro e quase cómico, disse um dia que à medida que vamos envelhecendo a vida se resume a duas perguntas: “Quanto tempo falta?” e “O que é que vamos fazer com ele?”

[bctt tweet=”Let’s dance? Yes.”]