A Madonna não é a Maria Eduarda

Era bom que a fama se medisse em lugares de estacionamento. Madonna 15. Ronaldo 35. Obama 113. Papa Francisco 243. Era mesmo de bom tom que todas as cidades elaborassem posturas especiais para quem navega os mares da fama e os medisse em viaturas de topo de gama. Isto não passa de um problema de inveja. Inveja de ignorante pobrezinho! Mais nada!

A democracia é um mau sistema, mas é melhor de todos os outros. Não é assim? Por isso até se poderia presumir que uma figura mundial como a cantora Madonna é igual a nós. Só que essa ideia é tão absurda que só faz sentido na cabeça de tontos ou de quem use o episódio do estacionamento das janelas verdes como uma arma política.

Acredite, não faz nenhum sentido ter inveja da Madonna por causa dos 15 lugares de estacionamento. Mas já lá vamos.

Há que aprimorar a ideia. Os famosos que vêm morar para terras mais pobrezinhas deviam ter perdão de multas de trânsito, livros escolares gratuitos, isenção de IMI, IVA mais baixo ou mesmo nenhum, e todas as benesses, mais ou menos saloias, que as autarquias pudessem usar para as por a viver na sua terra. Num país onde a melhor indústria é sol e a grande riqueza a história, ter Madonnas cá a viver cá não tem preço. Goste-se ou não. É a vida.

Precisamos que as celebridades venham cá e elas agora vêm. Ou é preferível esbarrar na praia com mulheres de bigode e vendedores de bolas de Berlim?

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