A Máquina do Tempo

Todos podemos ter uma Máquina do Tempo

Já imaginou como seria se pudesse ver o futuro antes de tomar as decisões mais críticas na sua empresa, na seu partido, na sua vida pessoal? Aquele erro de produto, aquele discurso errado, aquele email contraproducente… o que lhe poderiam ter poupado? E se fossem corretos quantas vantagens teria?
Não estamos ainda a falar do automóvel Delaurean “kitado” qual Robert Zemekis no filme “Regresso ao Futuro” mas na verdade estamos muito perto. A conectividade global, onde agora todos trabalhamos e vivemos, permite com ferramentas adequadas, obter “insights” sobre o futuro.
Chama-se Competitive Intelligence e significa conhecer em profundidade os stakeholders e com essa informação melhorar o desempenho das empresas e organizações praticando uma gestão ética baseada em conhecimento sistemático. Para tal é preciso tratar com o mesmo profissionalismo que se aplica às operações, ao marketing e às finanças aquele que é o principal ativo de uma empresa: as suas informações.

No congresso do Institute for Competitive Inteligence em Bad Neuheim, na Alemanha, em Março de 2014, demonstraram-me, ao vivo e a cores, como é possível percepcionar o futuro antes dos outros. Uma extraordinária ferramenta de gestão de que um dos maiores especialistas mundiais é português.

Mas há ainda poucos a fazer isto. Um deles, e contra todo o prognóstico é o português Luís Madureira, que em empresas multinacionais como a Ogilvy, Heineken, United Coffee, Red Bull, PepsiCo, Coca-Cola e Diageo pensou e implementou verdadeiros centros de conhecimento destinados a prever o futuro. Uma verdadeira epifania.
“Ouvindo” o que universo está a dizer, varrendo verdadeiramente a internet e combinando essa informação com os modelos empíricos de Porter, pode prever-se a evolução das tendências e aplicá-las com sucesso ao desenvolvimento de novos mercados marcas e produtos.
Mas o CI ainda dá os seus primeiros passos e raramente encontra o lugar certo na hierarquia das empresas. Se o departamento de “inteligência” da Nokia não tivesse instalado como um sub departamento do marketing o seu CEO teria agido no tempo certo quando mais de três anos antes foi “avisado” que a Apple iria lançar o iPhone. Essa desatenção foi fatal.
A conetividade global permite agrupar com um único objetivo coerente ferramentas de gestão, estatística, informática, marketing, RP, intuição e até arte até agora quase sempre usadas isoladamente e sem relação.
CI consiste em implementar na gestão de topo das empresas métodos de análise e integração das informações que sejam relevantes para empresa. Não apenas da concorrência, dos fornecedores ou colaboradores, mas de todos aqueles envolvidos com a atividade, legisladores, reguladores e clientes.
Assim na História como nos negócios o futuro sempre se demonstrou uma consequência do passado e das ações do tempo presente. Nos dias de hoje tudo converge para um mesmo ponto. Esse mesmo: agora!