Bruno, o europeu

Pobre Bruno. Foram todos contra ele. Todos contra o Turco. Eh! Bruto, eh, malvado, eh malandro. E ele um herói .

O Pobre do Bruno Alves foi ovelha ranhosa (mesmo ranhosa, que de ronha nada se viu) e  bode expiatório. Nada mais trompeur. O nosso defesa central é um herói europeu, desses muito autênticos a quem a história faz sempre justiça.

Lembrem-se. Bruno Alves é sempre o primeiro continental que no século XXI – que diabo! depois do pós guerra – a explicar aos bifes como é futuro que aí vem. O que lhes vai acontecer se se puserem com merdas. Com brexites.

Oh Bruno, todo tu no ar, de pé em riste, eras a alma europeia a gritar: “Saiam da Europa e vão ver o arraial de desgraças se vos acerca ao pé da porta”

Daqui a uns anos Bruno, vais ser considerado um herói histórico. Um Cid, um campeador, um descobridor, um navegante. Um infante D. Alves. Padeiro de Fenerbache. Delors do Dragão! Coisa vai e tal e até ganhas o Nobel da astrologia, o Pulitzer dos que nunca se enganam.

Força Bruno, só que perdem as que caem no chão. Mostra a esses ingleses o que lhes espera. Ensina-lhes que um chega-para-lá-dos-teus é uma coisa fácil comparada com o desastre do Brexit. Anda Bruno. Carrega! Na ponta da bota. Na barriga da perna. No rabo de cavalo. Que eles vão saber o que á desertarem da Europa à traição no meio de um torneio da bola.

Um decisão que está dependente da cabeça do Rooney não tem pés nem cabeça. Por isso caro Bruno, dá-lhes.

Com toda a força. Ou mais.