Categoria: Crónicas

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A estratégia de Viriato

Neste momento a estratégia de António Costa é apenas sobreviver. Se continuar assim por muito tempo o mais certo é acabar traído por quem o apoia. Lembra-me o protagonista desta foto. Para ler amanhã na […]

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media intelligence professionals portugal

Media Intelligence

Media Intelligence. Foreseeing the future through the media Media intelligence is not guessing, it’s more like predicting, but the odds are considerable. Media intelligence is the ability of an individual or an organization to anticipate […]

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São precisos mais jornalistas

Em menos de uma década Portugal perdeu um quinto dos seus jornalistas. Se forem poucos a contar o que acontece, o que é que vai ficar para a história?

[bctt tweet=”O jornalismo Português é um animal em perigo de extinção “]

O jornalismo livre e independente é a mais importante medida da qualidade das democracias. Para haver jornalismo livre e independente é preciso que, dentro das redações, existam tempo e conhecimento suficientes para que os jornalistas possam interpretar a realidade e dela dar boa conta aos seus leitores. Isso obriga a que os jornalistas possam pensar, questionar, investigar, escolher e triar quais são os acontecimentos mais importantes e sobre eles escrever as notícias que no seu entender melhor traduzam a realidade. Infelizmente isso agora não acontece.

As redações dos órgãos de comunicação social portugueses nunca foram tão pequenas, tão inexperientes, com tão poucas referências históricas e culturais e com tão pouco “saber” como agora. Nunca foram tão dependentes das dificuldades económicas e nunca foram tão proletarizadas. Se há uma área que devia ser protegida, por lei, dos vícios da sociedade moderna – desde os do capitalismo neoliberal, aos do neo-anarquismo esquerdalho-tecnológico – essa é o jornalismo.

Javier Martin del Barrio, o correspondente do jornal El País em Portugal escrevia: “O jornalismo Português é um animal em perigo de extinção (…) entre 2007 e 2014, o censo dos jornalistas em atividade caiu de 6839 para 5621, 17,8% menos”. E os que saem são muitas vezes os mais velhos, mais caros e com mais memória empobrecendo irremediavelmente as redações.

Para isto concorrem dois fatores: a crise económica, mas essencialmente a incapacidade da industria da comunicação social em adaptar o seu modelo de negócio às lógicas de mercado na sociedade da conectividade global.

Sem proteção na defesa da ética e da deontologia, a matriz pela qualidade tende a desaparecer. José Rebelo professor catedrático do ISCTE afirma-o com todas as letras: “É compreensível que os jovens estagiários não deem prioridade às regras éticas e deontológicas porque a sua prioridade é obter um lugar na redação, o que provoca conflitos nas redações e diminui o seu poder reivindicativo”.

Mesmo que aparentemente o público já tenha perdido o sentido crítico, é preciso ter sempre presente que, agarrar num microfone ou num gravador e reproduzir sem espírito crítico o que alguém diz, não é jornalismo.

STOP THE PRESS

Foi uma campanha política, um almoço e um trabalho universitário que me fizeram pensar: Não há nada pior que a atualidade ser comandada pela falta de recursos. Logo que começaram as eleições e o esforço gigantesco […]

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A bem da Nação

Quem estranha as medidas do governo na Educação nos Transportes só pode estar distraído com propaganda. A atitude do governo não só é expectável, como óbvia e, bem vistas as coisas, até desejável.

Neste momento só duas coisas preocupam António Costa. Aumentar a sua popularidade e apear Pedro Passos Coelho de líder PSD. Para que isso aconteça são precisas de duas coisas: manter-se no poder e minar a liderança partidária do antigo primeiro ministro.
Para se manter no poder, tem de cumprir as promessas que fez aos partidos que agora lhe deram a cadeira de São Bento. Para enfraquecer Passos Coelho precisa de dar sinais aos adversários internos do ex-PM que o PSD ainda pode voltar ao poder durante esta legislatura. Desde que alije o antigo líder.
É por isto que não se compreende tanto correr de tinta e até indignação, entre jornalistas  e comentadores . As alterações na Educação (fim de uns exames e aparecimento de outros) e nos Transportes (reversões e “desprivatizações”) são apenas a parte do acordo que Costa fez com os partidos que o apoiam na Assembleia da República. Estranho era se fosse ao contrário.
Estamos na “Fase 1” da governação onde Costa precisa do apoio da esquerda. Neste quadro é obrigatório fazer a vontade à maior corporação do país: os professores; e garantir ao PCP o poder “mítico” de paralisar o país via sector público dos transportes. Só assim haverá orçamento e a possibilidade de Costa governar com popularidade. O que não é difícil de prever, tendo em conta as medidas muito populares que estão anunciadas.
Por outro lado, (…)

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SUB-30

Este texto é para os novos. Os mais velhos sabem quase tudo o que aqui se vai dizer. Mas se quiserem recordar fiquem. No fim, fala-se do que falhou.

Para quem nasceu depois de 1980  o que se vai contar aqui até pode parecer ficção, mas não é. Antes de Portugal entrar para a Europa, faz agora 30 anos, os nossos problemas eram outros, e acreditem, bem piores. O problema de Portugal não é a Europa. A Europa é a nossa sorte desaproveitada.

Só quem é mais jovem é que não se lembra como era aquele Portugal antes de entrarmos para CEE. Quem tem memória, querendo sempre esquecer, só gosta que lhe “contem como foi ” em programas de televisão lamechas e a puxar ao sentimento. De resto é melhor não falar disso. Até aos anos 80, Portugal ainda era aquele país onde era preciso “viver habitualmente”, como Salazar, o nosso “saudoso” ditador, gostava tanto de dizer.

[bctt tweet=”O problema de Portugal não é a Europa. A Europa é a nossa sorte desaproveitada.”]

Portugal era então uma espécie de terceiro mundo ocidental. Sem vias de comunicação, sem equipamento social, sem assistência médica, sem cultura e sem esperança (nem de vida). Era tão iletrado e isolado do progresso que basta deixar os factos falar para corarmos de vergonha.

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Coabitação

EMPATIA São ambos pragmáticos. E danados para a brincadeira. Mas têm-se dado bem. Vão continuar a entender-se?

A relação entre Costa e Marcelo tem tudo para correr bem

TEXTO – ANGELA SILVA E CRISTINA FIGUEIREDO | FOTO – TIAGO MIRANDA

Marcelo Rebelo de Sousa conheceu António Costa na Faculdade de Direito de Lisboa e nas entrevistas como candidato presidencial tem tratado de pôr cada macaco no seu galho: ele foi o professor e Costa o aluno. Só depois é que vêm os elogios: “Era muito bom aluno, acima da média, muito rápido, daqueles que toca de ouvido.” Deu-lhe 17 (uma raridade!) em Direito Público Comparado. E respeitam-se desde então, apesar de sempre terem navegado em águas políticas separadas.

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E as mulheres?

O Diário Económico quis antecipar o novo ano e perguntou a 17 personalidades o que vai ser 2016. Eram todos homens. O Forum económico mundial diz que há cada  vez mais igualdade entre os géneros. […]