Cavaco só quer mimo

O Presidente da República entregou ao Secretário-Geral do Partido Socialista um documento que tem como único objetivo ganhar tempo. Mas por quê?

Depois de lidas as exigências feitas por Cavaco sobressai uma ideia clara. Cavaco está a ganhar tempo.

Quando se tenta ganhar tempo, na política, no futebol, na vida, é porque alguma coisa está a acontecer que parte dos protagonistas desconhece. Ao fazer este compasso – não indigitar para conseguir mais garantias – Cavaco ganha tempo para quem? Não para Passos Coelho que já pediu para ir para a oposição; não para o PS que já disse (há muito que quer ser PM) e se pôs de acordo com os partidos de esquerda, Não para si próprio porque o seu destino político está exaurido e o seu tempo terminou; Não para o país que perde com cada dia que passa sem governo em funções.

Ao exigir “a estabilidade do sistema financeiro, dado o seu papel fulcral no financiamento da economia portuguesa” (ver documento abaixo) Cavaco introduz uma questão que faz apenas antecipar que esta não é a última lista de exigências. A estabilidade do sistema financeiro não depende de Costa, nem de Cavaco, nem de Portugal inteiro. É apenas um alibi para o que vem a seguir.

Pode também ser apenas vaidade e apego ao poder. Querendo usar até ao ultimo fôlego o poder que lhe dá a cadeira de PR, Cavaco é apenas fiel ao que nele mais óbvio e pueril: Cavaco quer estar no centro. Quer ser o centro. Estar no foco das atenções. Ser o menino de todos. Ser o nosso bebé.

O que Cavaco quer é mimo.  Porque depois deste episódio o mimo acaba-se.

cavaco quer mimo

 

 

 

 

 

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