Em cada mulher, uma super mulher

No dia de hoje, o dia internacional da mulher, o Governo vai propor aos parceiros sociais medidas que promovam a representação equilibrada de mulheres e homens nos conselhos de administração das empresas. Mais mulheres vão representar incentivo às empresas que promovam a igualdade. Menos, penalizações para quem não o faça.
Mas fica a eterna questão: serão as quotas uma medida de igualdade ou uma penalização para as mulheres que efetivamente têm capacidades? Confesso que quando analisei as listas de candidatos a deputados fiquei quase sempre a pensar se o 3º elemento estaria lá por mérito ou por género. A quotas parecem-se às vezes mais com uma ofensa que com um direito.

41 anos depois da ONU o ter instituído há quem brinque e há também quem acredite que o “dia da mulher” já não faz sentido. A desigualdade em Portugal está démodé, dizem alguns. Quer um reality check? Em Portugal a situação da desigualdade de género não é um assunto sério mas ainda existe. Enquanto este “ainda” não desaparecer o dia continua a fazer sentido. Para os que precisam de memória fica a sugestão de um projecto recente – Mulher não entra – pensado inteiramente por homens, que alerta para situações em que as mulheres ficam de fora.

A mulher tem lugar central na música de Chico Buarque. “Todos os musicais dos Chico Buarque em Noventa minutos” é uma peça do compositor e escritor brasileiro que está em cena no Porto e em Lisboa. Dez anos depois do sucesso da “Ópera do Malandro”, a dupla de criadores brasileiros Charles Möeller e Cláudio Botelho regressa a Portugal com uma nova produção que promete uma fantástica viagem pelas mais belas canções do músico brasileiro, escritas para musicais como “Gota d’Água”, “O Corsário do Rei” ou “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. Marque na agenda, a homenagem ao compositor chega nos dias 8 e 9 de março ao Coliseu do Porto e nos dias 11 e 12 de março ao Campo Pequeno, em Lisboa.