TIRIRICA VOTOU SIM IMPEACHMENT

Adeus Dilma, Tiririca votou sim!

No dia de votação do processo de Impeachment da presidente Dilma, Tiririca o deputado palhaço, estava indeciso. Este homem simples, em outubro de 2010, tinha sido eleito por um milhão e trezentos mil brasileiros tornando-se o Deputado Federal mais votado de sempre no Brasil. Não era político Mas sim um comediante do nordeste brasileiro. O resultado eleitoral era um voto de protesto, disseram especialistas.

Neste assunto do Impeachment da Presidente Dilma ele era um dos poucos ainda estava indeciso. Fazia parte do 1% de hipóteses que Dilma ainda tinha em derrotar o movimento para a sua destituição. O Deputado palhaço fazia parte dessa ténue esperança. Com o sorriso de sempre, aproxima-se o turno de Tiririca falar, mas como votaria?

Já antes haviam votado mais de duas centenas de Deputados federais. Muitos mais a favor que contra. Entre o sim e o não a argumentação não variava. Pelo SIM ao impeachment os argumentos são sempre emocionais, quase atávicos. Religião, Família, Pátria.Pelo Brasil querido, por Deus amado, pelo senhor Jesus, pelo pai que tudo me ensinou, Pela mãe querida, pelo sucesso dos filhos amados, pela mulher que luta contra a morte e os netos que representam o futuro do Brasil. Lá se ouvia falar de corrupção de vez em quando. Uma argumentação que mistura o melhor estilo do antigo ditador português Salazar com o venezuelano Chavez. Pelo voto SIM. Pelo NÃO, a argumentação também é sempre a mesma, o respeito pelos resultados eleitorais, a constituição, a democracia. 

Chegava a vez de Tiririca. O antigo Palhaço, chegado à boca da cena, bem no meio daquele inflamado ritual politico-folclórico, muitas vezes cravejado de insultos, vestido com um terno sóbrio, não ostenta nenhuma das marcas com que a maior parte dos deputados havia transformado a Câmara de Deputados num verdadeiro circo. Nem lenços vermelhos, nem bandeiras brasileiras, nem negro, nem verde e amarelo. Tiririca o palhaço, parecia o único a estar sóbrio. Esperou pelo silêncio que não veio. E como não vinha disse simplesmente: Sim.

Aquele homem que foi eleito deputado por um voto de protesto, que agora era indecisa esperança, mostrou para todo o mundo que da mesma forma que o hábito faz o monge, também a política mata o palhaço. E a presidente.

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