Notas de 500 escudos

Como eram as notas em Portugal antes do Euro? Escudos, contos e centavos.

O Escudo português foi a moeda de Portugal que, por ocasião da proclamação da República, veio substituir aquela que era designada por Réis. Foi a última moeda antes do euro. Durante esse período, deu igualmente origem a outras variações de Escudo nas dependências africanas do seu território ultramarino.

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A designação provém da própria figuração nelas representada: um escudo. Eram de ouro baixo, 18 quilates e valiam 50 marcos.O escudo português foi substituído pelo euro no início de 2002. A taxa de conversão entre escudos e euros foi estabelecida em 31 de Dezembro de 1998, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos.Nunca mais mudou desde então.

Apesar de legalmente o escudo português prever apenas um sub-múltiplo – o centavo – eram de uso generalizado o conto, equivalente a mil escudos; e o tostão, equivalente a dez centavos. O conto equivalia a mil escudos. Foi uma unidade herdada do sistema fiduciário da Monarquia, razão pela qual algumas pessoas se lhe referiam ainda como “conto de réis”, apesar do real ter sido extinto pouco depois da implantação da República. O conto era observado como unidade inteira, não admitindo fracções: os valores fraccionários eram expressos em escudos; por exemplo, “dois contos e quinhentos escudos”, em vez de “dois contos e meio”. O tostão era o equivalente a dez centavos e, tal como o conto, foi uma designação herdada dos sistema fiduciário da Monarquia: era o nome popular da moeda de cem réis. O tostão era utilizado sobretudo para exprimir importâncias pequenas: valores de alguns escudos eram de facto mais vulgarmente expressos em tostões que em escudos (por exemplo, “doze tostões”, em vez de “um escudo e vinte centavos”; ou “vinte e cinco tostões” em vez de “dois escudos e cinquenta centavos”). Com a desvalorização acentuada do escudo nas décadas de 1970 e 1980 e o consequente desaparecimento de facto dos centavos, o tostão também desapareceu da linguagem popular.

De uso não tão generalizado mas ainda assim reconhecida por uma parte substancial da população era a coroa. Uma coroa equivalia a cinquenta centavos. Era geralmente utilizada apenas em unidades inteiras (por exemplo, “cinco coroas” para designar dois escudos e cinquenta centavos; mas nunca “duas coroas e quarenta” para designar um escudo e vinte centavos). A coroa também apareceu no léxico português durante o tempo da Monarquia, altura em que era o nome da moeda de mil réis e transmitiu-se, inicialmente, à moeda de 1 escudo de prata; posteriormente passou a chamar-se à moeda de cinquenta centavos, anteriormente designada como “meia-coroa”.