O Facebook vai acabar?

O Facebook rendido ao marketing não é uma boa ideia.

Esta rede social tornou se num graal que todos querem e que, ao tornar-se viral, esmagou a publicidade e os publicitários. Mas desde que entrou em bolsa está a ter uma gestão de contrária à razão que lhe deu sucesso. Todas as empresas que operam na internet se esforçam por manter um equilíbrio adequado entre publicidade e conteúdos. No caso do FB este equilíbrio é ainda mais escrutinado por causa da aversão que o FB tinha ao marketing no seu início. Todos se lembram da frase que sempre esteve, e ainda está, no primeiro ecrã de acesso à rede: ” É gratuito e sempre vai ser.” No entanto, o FB tornou-se o mais desejável canal para as marcas, pois é o maior destino social do mundo. Se a vida acontece no FB então também as escolhas dos consumidores estão lá. Mas toda agente sabe que a publicidade acompanha os conteúdos ela não é o conteúdo que aumenta a audiência. A maior quantidade de anúncios num canal torna-os menos eficazes. É fácil perceber que se FB se transformar num anúncio gigante vai acabar com o “engagement ” isto é, aquilo que faz com que as pessoas lá estejam, e poderemos assistir a uma debandada para outras plataformas como o Twitter, o Pinterest ou o Tumblr; ou mesmo para a media tradicional, ainda que online. O FB ainda não fala oficialmente desta questão mas está preocupado e passou a  monitorizar os comportamentos dos utilizadores em relação aos anúncios. O próprio CEO e fundador, Mark Zuckerberg, admitiu-o publicamente ao afirmar que a empresa não registou uma “queda significativa de satisfação” Ainda assim, neste trimestre os posts patrocinados diminuíram em média 5 %. Por cada 20, um a menos. Até julho de 2013 a receita publicitária do FB cresceu 66% quando comparada com a do ano passado e, para satisfazer Wall Street, é natural que a estratégia seja continuar a fazê-la crescer. Se tal acontecer podemos estar na presença de uma história da Galinha de Ovos de Ouro dos tempos modernos; a sobrecarga de anúncios afasta as pessoas mas aumenta as receitas. O que é fundamental sabre sobre as redes sociais é que as pessoas, sobretudo os adolescentes, estão interessados no que os amigos têm para dizer não no que as marcas querem partilhar.