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O futuro dos jornais

O futuro dos jornais está a chegar.

Esta semana o jornal britânico “The Independent” anunciou que vai deixar de se vender em papel e que a partir de Março só vai ser possível encontrá-lo na internet. O dono do Indy, o bilionário russo Evgeny Lebedev, justificou assim a mudança: “Vamos ser o primeiro de muitos jornais de topo — o Indy chegou a vender quase meio milhão de exemplares por dia no final da década de 90— a abraçar um futuro totalmente digital”.

Um estudo publicado no site pela Future Exploration Network que prevê a extinção dos jornais impressos numa timeline. Para esta organização o “Armagedão” começa já em 2017 nos Estados Unidos e estará concluído universalmente quando, em 2040 todos os jornais em papel se extinguirem para sempre. Ross Dowson, fundador e CEO afirma que em Portugal os jornais nas bancas se vão extinguir em 2018.

Crónica no JN

A consultora elaborou uma linha do tempo e cruzou fatores globais e locais para chegar ao ano do fim dos jornais impressos em todo o mundo. O primeiro país onde o papel vai desaparecer ou tornar-se insignificante é nos EUA, em 2017. Em 2019, será a vez do Reino Unido e da Islândia.

[bctt tweet=”O ano previsto para o fim dos jornais impressos em Portugal é 2028″]

Os jornais impressos em Portugal acabam ou serão insignificantes no ano de 2028, no mesmo ano previsto para o fim dos jornais impressos na Áustria, Eslováquia, Grécia e os Emirados Arábes Unidos.
As mudanças na publicidade, a performance dos smartphones e dos tablets, a atualização e modernização dos motores de busca e os custos de impressão estarão na origem do fim das edições em papel dos jornais. A demografia, a tecnologia, as mudanças de hábitos dos consumidores e o desenvolvimento económico também são apontados como fatores-chave para o fim do impresso.