Há 33 anos António Costa apostou um Burro contra um Ferrari. E ganhou! Será que vai continuar a surpreender. Eu digo que sim. Mas como só se vai saber como amanhã. No Jornal de Notícias

O preço do poder

Que súbito frenesí que acometeu os novos governantes pode deitar tudo a perder? Será que António Costa perdeu o juízo e vai arrastar o país de novo para o abismo como muitos já dizem?

Há grande preocupação pelas alterações que o Governo está a introduzir no país. Parece consensual que não faz sentido nenhum mudar as regras dos professores a meio do ano letivo. E sou um exemplo: como pai ter que me adaptar a um novo calendário. A minha filha vai ter de fazer exame todos os anos. Fez os que acabam e vai fazer os que agora são introduzidos. Não é pelo facto de fazer mais exames – isso nunca prejudicou ninguém – mas sim pelas alterações ao sistema de ensino e manuais escolares. Há mais despesas a fazer, horários a conjugar e livros para vender. A reversão das privatizações nas empresas de transportes também não se entende. Se eram empresas deficitárias e o problema estava resolvido, porquê ficar com o problema de novo? Desconcerto.

É desgoverno? Burrice? Vai voltar tudo a ser como dantes? A troika está de novo à porta?

[bctt tweet=”Será que António Costa não quer, afinal, a bem da nação?”]

É preciso estar atento. António Costa é um aristocrata tão habituado à gestão do poder como pouco à vontade nos processos para a sua conquista. É descendente de uma das mais antigas famílias Brâmanes, filho de um destacado (e ativo) militante do Partido Comunista, foi dirigente associativo e membro de sucessivos governos. A política corre-lhe nas veias.

O que ao primeiro ministro falta em estratégia eleitoral – quem não se lembra das eleições autárquicas intercalares de 2007 e da sua magra vitória contra um PSD partido aos bocados; já para não falar das últimas legislativas onde conseguiu perder as eleições “que até o Rato Mickey ganhava” contra o governo que mais penalizou os portugueses desde o 25 de abril – sobra em astúcia palaciana.

Este é o objeto de reflexão da minha crónica de amanhã no  Jornal de Notícias

 

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