PADE XXXV

Foram dos “dias da minha vida” os que passei na AESE fazendo o PADE XXV. Entre o saber e a fé, o excel e a palavra. Aliquid stat pro aliquod.  

Vai fazer meu dúzia de anos que entrei portas adentro no edifício verde. Era vontade de conhecer e, confesso,  também um pouco de vaidade, quando fui admitido no PADE. Há experiências que mudam a nossa vida, outras a nossa maneira de pensar, e há ainda outras ainda, essas muito raras, que mudam as duas coisas.

[bctt tweet=”Os dias do PADE foram dos melhores da vida “]

Desses dias inspiradores guardo sempre o primeiro contacto, muitas vezes iniciático, com um mundo até então quase desconhecido que queria muito perceber; mas acima de tudo o calor dos muitos amigos que hoje guardo e fazem parte da minha coleção-mundo, o único tesouro que possuo para lá da família. A AESE foi uma luz e um tremor e um reconhecimento. Simultaneamente militar e romântico.

Foi, sem medo das palavras – sempre com o pensamento nos homens – e, infelizmente, sem fé nos dogmas – uma experiência religiosa.