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Oitenta por cento é sorte!

Quando fiz o PADE na AESE (2010, curso XXXV), numa das sessões, já não lembro bem qual, o professor Raul Diniz disse uma coisa desconcertante: na vida, oitenta por cento de tudo é sorte! Quase […]

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Podre poder

A premiada jornalista brasileira, Eliane Trindade, escreveu na Folha de São Paulo uma reportagem extraordinária. Eliane entrevistou, sob anonimato, uma acompanhante brasiliense – moça de programa, como se diz lá, prostituta de luxo, como se […]

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O regresso da guerra

O silêncio corre atrás do tempo como os mísseis voam à frente das palavras. Finalmente o urso acordou e mostrou ao mundo que o palhaço ruivo é apenas palhaço quando é uma figura de estilo; […]

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Se eu aqui te canto, Portugal.

Portugal, meu Portugal. Se eu aqui te canto é porque te amo. Se eu aqui te amarro à beleza das palavras que te escolho, é porque quero. Meu querido Portugal, deixa-me dizer-te, ouso assim tocar-te. […]

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Para Inglês ver

Portugal para inglês ver

Vivemos um novo tempo de descobertas. A circunstância geográfica de Portugal que – com exceção da época dos descobrimentos – sempre nos penalizou, é de novo uma vantagem competitiva. A matéria prima para o nosso […]

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Novos mundos ao mundo

Canto II

“Que se o facundo Ulisses escapou De ser na Ogígia ilha eterno escravo, E se Antenor os seios penetrou Ilíricos e a fonte de Timavo; E se o piedoso Eneias navegou De Cila e de […]

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Fim da globalização

O fim da globalização?

  Existe claramente uma relação directa entre a evolução das tendências dos preços das matérias-primas e do comércio. Dado que esta conexão afecta todos os produtos manufacturados que exigem matérias-primas, não deve ser nenhuma surpresa […]

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santana a voltar numa noite de nevoeiro

Volta Santana Lopes, estás perdoado!

Desengane-se o leitor: um político é sempre um político. Por mais que ele seja outras coisas – gestor de Misericórdias, comentador de televisão ou presidente do Sporting – um político nunca deixa de o ser. […]

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Quadras autárquicas ao gosto popular

Saiu a procissão do adro e ainda não tens sacristão Nem andor nem candidato Como aguentas coração? Os outros partidos escolheram homens bons, mulheres bonitas Mas tu ainda não achaste Um que te encha as medidas […]

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Vitimas das Redes sociais

Cuidado com o tweeter sr. presidente!

O uso desbragado que o Donald Trump faz do twitter tem de se comparar – inevitavelmente – com o que aconteceu em Portugal com o meu amigo, e ex-ministro da cultura, João Soares, aqui há uns meses. […]

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Trump é melhor que Obama

Agora vamos todos querer dizer bem do homem. Agora, quase em catarse coletiva, depois de termos passado quase um ano a dizer que o Donald era maluco, racista, machista e mulherengo, vamos todos querer dizer […]

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Caricatura Merckl, Trump, Putin

O declínio da Europa

Pensem bem. De que nos adianta saber que este ano, no país da liberdade, os franceses podem eleger uma fascista, ou que a Alemanha vai voltar a ter um exército, ou que os italianos se […]

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Presépios na alma

Quando era menino, muitas vezes sonhei com rebanhos de ovelhas maiores do que pastores, com gansos e patos grandes como burros, lagos inteiros feitos de vidro, florestas de musgo e pedras e pirilampos coloridos, do tamanho de gaivotas.

Esta não era a fantasia rebuscada de um cérebro de criança, ou um delírio de adolescente. Eu já tinha visto centenas de paisagens semelhantes em casa de amigos durante o mês de dezembro. À época da minha infância, praticamente todos em Portugal montavam na sala lá de casa um grande presépio católico.

Às vezes ainda tenho saudades desses cenários mágicos onde os meus olhos se deslumbravam pelo fascínio do Natal, mas acredito, apesar da nostalgia, que os natais de agora, mesmo com presépios virtuais, trazem às crianças mais conforto e confiança no futuro.

Estas representações do nascimento de Jesus são uma tradição centenária no mundo católico. Uma narrativa simples e poderosa, largamente difundida, e que, para ser contada, precisa de apenas meia dúzia de linhas. São poucos os elementos necessários. As três figuras básicas: Virgem Maria, José e o menino Jesus; os três reis magos e a estrela que os guiou ao recém-nascido. Hélas!

Mas só isto? Porque nos havemos de limitar? Como o presépio original era impreciso – a fotografia ainda demoraria a ser inventada – a narrativa oficial da Igreja Católica permitiu, às vezes até fomentou, derivas iconoclastas que vão desde mudar a raça dos reis magos até à aparição de seres imaginários capazes de envergonhar a imaginação dos escritores hiper-realistas da América do Sul.

No México, por exemplo, os presépios podem transformar-se em extravagâncias elaboradas, preenchidos por todo o tipo de animais e plantas, coisas que são impossíveis de encontrar lado a lado no Mundo real. Alguns exibem rios que funcionam com bombas de água, outros cascatas e lagoas que correm para o ar. Há até cidades inteiras construídas em torno da manjedoura onde Jesus nasceu. A liberdade criativa estende-se também aos personagens, que vão desde figuras bíblicas não relacionadas, como Adão e Eva, até pastores aleatórios, fazendeiros, o Diabo e mesmo fabricantes de tortilhas.

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Diogo Diogo ilustra

De Castela, nem viúva nem donzela?

A meio do século XIX Portugal  passou a fazer de conta que Espanha não existia. Exceptuando entre as populações raianas, onde por causa das águas e postos fronteiriços aconteciam alguns conflitos, os portugueses passaram a ignorar completamente os […]

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A Internet não ganha eleições

De repente os partidos passaram a acreditar que a Internet é a chave da vitória. Especialistas são contratados pelos grandes partidos para gerir comunidades de internautas; há muitos estudos sobre comportamentos em rede e sites […]

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O Busto de Napoleão

A importância de ter um Busto de Napoleão Uma ideia antiga pode associar-se com facilidade ao seu contrário. Assim como uma demonstração pode ser feita por redução ao absurdo. Reductio ad absurdum. Non sense. Never the less. […]

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A palavra é “pós-verdade”

A palavra do ano 2016 é… “pós-verdade”. E faz muito sentido! Depois de tantos anos a ouvir mentiras, as vantagens da verdade, foram ultrapassadas na nossa consciência, por uma simples aparência de credibilidade. Se olharmos […]

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Trogloditas versus Troglogeeks

Zé Manel, estás de parabéns. És um farol para a nação. Foi ontem à noite que a tua menina-do-bar na discoteca Urban Beach olhou para mim de alto a baixo e, depois de consultar o […]

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Os milhões do Futebol

O milhões do futebol português

  Terminou o mercado das transferências no futebol. E, como as pombinhas da Cat’rina é vê-los voar. Lá vai um, lá vão dois, três craques a voar. Mas sempre por bom dinheiro… são os milhões do futebol […]

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Pókemon GO? Jogar ou não Jogar, Eis a questão!

O Pókemon GO está nas bocas do mundo. É um vício para todos os que o experimentam e um dos jogos mais interessantes e revolucionários de todos os tempos. É a primeira vez que um jogo de telemóvel transporta as pessoas para fora da sua zona de conforto, obrigando-as a ir para fora de casa, para longe do sofá. Pela primeira vez na história da humanidade o mundo virtual precisa do mundo real. É como se Deus descesse à terra para falar com os fiéis.

Quando se achava que já não havia mais espaço para inovar no mundo dos videojogos, a Nintendo arriscou e conquistou. Desde que o jogo foi lançado, as ações da empresa cresceram mais de 25% na bolsa de Tóquio e a capitalização em empresa já disparou em mais de 6 mil milhões de dólares. Tudo graças ao Pókemon Go.

A série animada de TV Pókemon criada em no dia 1 de Abril de 1997, surge agora em versão de vídeojogo de realidade aumentada. Nos últimos dias, a nova aplicação já cativou milhares de pessoas e tem sido um sucesso pelo mundo inteiro. Quanto mais um jogador caminhar por sítios emblemáticos de uma cidade, mais hipóteses terá de encontrar os lugares estratégicos para capturar os Pókemons. O mais surpreendente desta aplicação é o recurso à geolocalização, onde o mapa virtual no telemóvel representa na integra o espaço em que o jogador se encontra na realidade. Se fosse xadrez o mundo era o tabuleiro. E vc, caro jogaddor, o rei branco.

Experimente fazer um passeio de final de tarde por um jardim ou por uma avenida da cidade  – o jogo funciona em quase todasas cidades do mundo – e percebe logo as proporções que o jogo tomou. Todos na rua, agarrados ao telemóvel.

Mas este jogo tem pontos muito positivos. Para além de combaterem o sedentarismo, os jogadores têm de sair do seu “casino privado” e andar pelas ruas à procura de pokemons, pokestops ou de ginásios, o Pokemon Go é ainda didático, engenhoso e divertido.

Mas atenção. Cuidado para não se tornar num burro com palas nos olhos. Veja onde põe os pés. A  segurança dos jogadores até já foi alvo a atenção da Polícia de Segurança Pública que compôs assim um manual (com alguma animação à mistura) para comunicar as precauções que os jogadores devem tomar.

Este comunicado, provavelmente o primeiro comunicadio que a polícia real vaz ao mundo virtual, vem na sequência de alguns delitos, incidentes e até lesões graves. Nestes dias de maior febre do jogo, assiste-se inclusive a videos inéditos. Há imagens captadas no Central Park, em Nova Iorque, em que surge um Vaporeon Spawns – um dos Pokemon mais raros –  onde se vêm dezenas de pessoas abandonam os seus carros a correr na tentativa de apanhá-lo.

Gostou? Vai fazer o download da aplicação. Ou quer continuar a passear de mão dada com a namorada ou a famíla?

PÓKEMON GO. Antes de ir embora, se se interessar, aqui fica o léxico da série.