Quanto valem as palavras

A palavra é poder. Na América, na Índia e também aqui em Portugal. Hoje foram feitas declarações de peso. Será que vão ter impacto no futuro?

Nos Estados Unidos, Donald Trump continua a dizer o que pensa: Quem aborta deve ter “algum tipo de castigo”. Hoje ao final do dia vai ser divulgada a entrevista em que o candidato a candidato ao lugar mais poderoso do mundo explica: “o aborto devia ser proibido”. Hillary Clinton, no Twitter, chamou escreveu: “Quando se pensava que não podia ser pior. Horrível e revelador”.

India: mais de um milhão de muçulmanos assinaram um fatwa contra o Daesh, a Al-Qaeda e outros grupos terroristas. Cerca de 70 mil clérigos com autoridade reconhecida para interpretar o Islão já aprovaram, e emitiram, uma espécie de sentença de morte legal aos terroristas.

Por cá, a dois dias do congresso do PSD, as elites do partido começam a lançar as cartas. Passos tem sido criticado por ainda não ter despido a pele de primeiro-ministro. Paulo Rangel, defende na capa do Público que está na hora de “fazer oposição mais forte” ao Governo. “Eu vou ao congresso dizer o que penso. Se outros acham que não devem ir, é um problema deles”…Prevê-se um fim-de-semana animado. Será que na segunda-feira iremos mesmo assistir ao nascimento de Passos Coelho 2.0?

Mas é no parlamento português que as palavras menos valem. A tática política dos grupos parlamentares, e uma esquizofrénica dissonância da esquerda impede que Portugal condene oficialmente a prisão dos ativistas angolanos. Lamentável.