STOP THE PRESS

Foi uma campanha política, um almoço e um trabalho universitário que me fizeram pensar: Não há nada pior que a atualidade ser comandada pela falta de recursos.

Logo que começaram as eleições e o esforço gigantesco exigido à comunicação social para cobrir a campanha de 10 candidatos presidenciais e da nova líder do cds-pp, que exigiu fazer campanha ao mesmo tempo dos candidatos, o panorama da comunicação social portuguesa deixou de  observar a realidade.

A democracia suspendia a realidade? Valia a pena pensar nisso.

Depois, encontrei duas citações, uma do Javier Martin no El Pais e outra de José Rebelo num estudo de Rosário Rato. Tudo foi sedimentado olhando para os dados que o Barómetro, Notícias da semana do professor Gustavo Cardoso do ISCTE publica semanalmente no Jornal “Público”.

[bctt tweet=”Uma profissão fica em risco quando deixa de cumprir a sua função principal.”]

Javier Martin del Barrio, correspondente do jornal El País em Portugal

“O jornalismo Português é um animal em perigo de extinção (…) entre 2007 e 2014, o censo dos jornalistas em atividade caiu de 6839 para 5621, 17,8% menos, Nestes anos de troika, pré e pós troika, tem havido demissões nos principais jornais, estações de rádio e canais de televisão, além de demissões voluntárias. Ainda assim a adaptação aos novos (maus) tempos ainda não acabou”.

José Rebelo, professor catedrático do ISCTE

“É compreensível que os jovens estagiários não deem prioridade às regras éticas e deontológicas porque a sua prioridade é obter um lugar na redação, o que provoca conflitos nas redações e diminui o seu poder reivindicativo”.

Gustavo Cardoso, Barómetro, Notícias da semana

Este é o tema para o meu artigo desta semana no Jornal de Notícias.