Etiqueta: JN

Read More
Business Intelligence strategist

O falso jornalismo

Num mundo atraído pela novidade, onde as “fake news” se disseminam 70% mais rápido, é urgente que os jornalistas sejam campeões e não meras peças de xadrez.

Read More
Pedro Proença abstenção

Vai apitar, tu apitas bem.

Em Portugal nunca são o PS ou PSD a ganhar as eleições: é sempre a abstenção. Esse é o maior flagelo da nossa democracia. Mas este ano, a Comissão Nacional de Eleições que gasta muito […]

Não deu

Não deu! Cavaco falou mal de Marcelo E não foi bonito de se ver Dançou Todo o mundo ouviu ele falar E todo mundo disse que não ia dar Não deu!

Read More

A torreira do sol

Vou atirar-me à torreira do sol a pensar que não há aquecimento global. Assim sabem melhor os 40 graus que estão hoje. Podia até pensar que a caloraça é só do verão que se anuncia, […]

Read More

O POWER DO JN

Uma coisa é quando nos contam. Outra, completamente diferente, é quando, qual S. Tomé, podemos ver. Quando a Cision mostra a número de impressões (no ecrã e no papel) dos meios de comunicação social é […]

Read More

Podre poder

A premiada jornalista brasileira, Eliane Trindade, escreveu na Folha de São Paulo uma reportagem extraordinária. Eliane entrevistou, sob anonimato, uma acompanhante brasiliense – moça de programa, como se diz lá, prostituta de luxo, como se […]

Read More

A arraia-miúda

No 10 de junho Marcelo declarou amor ao seu povo. À arraia-miúda, à gente que sempre defendeu Portugal quando as elites apenas se defenderam a elas próprias. Ele sabe que há coisas que estão para acontecer.

“Quando a pátria é posta à prova, é o povo que assume sempre o papel determinante”. Assim sintetizou o Presidente da República o espírito nacional português. “O povo é melhor que as elites”, disse Marcelo às orelhas quentes de uma plateia, feita precisamente de elites, antes de distinguir, cidadãos simples e anónimos, por atos de coragem e bravura.

Pertencendo a uma elite antiga e tradicional – no tempo de Salazar o seu pai, Baltazar Rebelo de Sousa, foi deputado e governador de Moçambique – o Presidente da República, fala para o povo como se lhe pertencesse, ou melhor, querendo pertencer-lhe. Mas este aparente paradoxo não é mais que pura inteligência política, ou se quisermos, precisamente, cultura de elite. Ele sabe que não é do povo e é por isso lhe quer pertencer.

Marcelo pensa naturalmente, o que as novas elites, nascidas com a democracia e no caldo da revolução, aprenderam artificialmente. Possui um sentido de estado e de missão próprios de quem não precisa da luta política para se afirmar. Tem uma visão estratégica para o país que não enferma da cultura tática dos recém-chegados. Para ele o exercício do poder é uma coisa natural que lhe vem do berço.

No seu primeiro discurso do Dia de Portugal, o presidente não podia ser mais claro. Enumerou, um a um, os grandes momentos históricos onde a elite falhou e à pátria sobrou apenas o seu povo. “Foi o povo, a arraia-miúda, quem valeu ao Mestre de Avis, foi o povo quem não se vergou durante sessenta anos até chegar o primeiro de dezembro, foi o povo, soldados e não soldados quem também fez frente às invasões do princípio do séc. XIX” … e por aí fora até a revolução de Abril, até às dificuldades da crise.

A década de Marcelo está apenas a começar. Será a década das maiores mudanças da modernidade. Daqui a 10 anos nada será como dantes. Basta olhar para o que acontece em Espanha e França (países que curiosamente Marcelo não quis nomear como invasores no seu discurso) onde os sistemas partidários já não conseguem dar estabilidade aos seus países. Marcelo sabe que a sua presidência será mais relevante que todas as anteriores. Sabe que entre ele e o povo a distância vai ser cada vez mais curta.

Por isto Marcelo se liga ao povo. Como um rei de antigamente.

Que súbito frenesí que acometeu os novos governantes pode deitar tudo a perder? Será que António Costa perdeu o juízo e vai arrastar o país de novo para o abismo como muitos já dizem? Há grande preocupação pelas alterações que o Governo está a introduzir no país. Parece consensual que não faz sentido nenhum mudar as regras dos professores a meio do ano letivo. E sou um exemplo: como pai ter que me adaptar a um novo calendário. A minha filha vai ter de fazer exame todos os anos. Fez os que acabam e vai fazer os que agora são introduzidos. Não é pelo facto de fazer mais exames - isso nunca prejudicou ninguém - mas sim pelas alterações ao sistema de ensino e manuais escolares. Há mais despesas a fazer, horários a conjugar e livros para vender. A reversão das privatizações nas empresas de transportes também não se entende. Se eram empresas deficitárias e o problema estava resolvido, porquê ficar com o problema de novo? Desconcerto. É desgoverno? Burrice? Vai voltar tudo a ser como dantes? A troika está de novo à porta? [bctt tweet="Será que António Costa não quer, afinal, a bem da nação?"] É preciso estar atento. António Costa é um aristocrata tão habituado à gestão do poder como pouco à vontade nos processos para a sua conquista. É descendente de uma das mais antigas famílias Brâmanes, filho de um destacado (e ativo) militante do Partido Comunista, foi dirigente associativo e membro de sucessivos governos. A política corre-lhe nas veias. O que ao primeiro ministro falta em estratégia eleitoral – quem não se lembra das eleições autárquicas intercalares de 2007 e da sua magra vitória contra um PSD partido aos bocados; já para não falar das últimas legislativas onde conseguiu perder as eleições “que até o Rato Mickey ganhava” contra o governo que mais penalizou os portugueses desde o 25 de abril – sobra em astúcia palaciana. Este é o objeto de reflexão da minha crónica de amanhã no  Jornal de Notícias
Read More

António Houdini Costa

Há um político português que se transforma aos olhos de todos qual mestre do escapismo. De perdedor a primeiro ministro, António Costa mostra nos bastidores argumentos que não conseguiu ter, nem de perto nem de […]

Read More

O lado negro da Internet

A internet é como um iceberg. São tão lindos os 10 por cento que estão à vista como complexos e perigosos os outros 90. São feitos da mesma matéria que afundou o Titanic. Apesar disto, […]

Read More

Triturar políticos

Dogma: Não há nenhum direito de resposta que lave uma honra perdida. Isto é assim e ponto final. Por mais vezes que prove uma inocência no futuro, as notícias do passado, por mais falsas e […]