Etiqueta: JN

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Pedro Proença abstenção

Vai apitar, tu apitas bem.

Em Portugal nunca são o PS ou PSD a ganhar as eleições: é sempre a abstenção. Esse é o maior flagelo da nossa democracia. Mas este ano, a Comissão Nacional de Eleições que gasta muito […]

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Media intelligence especialist

Não deu

Não deu! Cavaco falou mal de Marcelo E não foi bonito de se ver Dançou Todo o mundo ouviu ele falar E todo mundo disse que não ia dar Não deu!

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A torreira do sol

Vou atirar-me à torreira do sol a pensar que não há aquecimento global. Assim sabem melhor os 40 graus que estão hoje. Podia até pensar que a caloraça é só do verão que se anuncia, […]

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O POWER DO JN

Uma coisa é quando nos contam. Outra, completamente diferente, é quando, qual S. Tomé, podemos ver. Quando a Cision mostra a número de impressões (no ecrã e no papel) dos meios de comunicação social é […]

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Podre poder

A premiada jornalista brasileira, Eliane Trindade, escreveu na Folha de São Paulo uma reportagem extraordinária. Eliane entrevistou, sob anonimato, uma acompanhante brasiliense – moça de programa, como se diz lá, prostituta de luxo, como se […]

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Trogloditas versus Troglogeeks

Zé Manel, estás de parabéns. És um farol para a nação. Foi ontem à noite que a tua menina-do-bar na discoteca Urban Beach olhou para mim de alto a baixo e, depois de consultar o […]

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A arraia-miúda

No 10 de junho Marcelo declarou amor ao seu povo. À arraia-miúda, à gente que sempre defendeu Portugal quando as elites apenas se defenderam a elas próprias. Ele sabe que há coisas que estão para acontecer.

“Quando a pátria é posta à prova, é o povo que assume sempre o papel determinante”. Assim sintetizou o Presidente da República o espírito nacional português. “O povo é melhor que as elites”, disse Marcelo às orelhas quentes de uma plateia, feita precisamente de elites, antes de distinguir, cidadãos simples e anónimos, por atos de coragem e bravura.

Pertencendo a uma elite antiga e tradicional – no tempo de Salazar o seu pai, Baltazar Rebelo de Sousa, foi deputado e governador de Moçambique – o Presidente da República, fala para o povo como se lhe pertencesse, ou melhor, querendo pertencer-lhe. Mas este aparente paradoxo não é mais que pura inteligência política, ou se quisermos, precisamente, cultura de elite. Ele sabe que não é do povo e é por isso lhe quer pertencer.

Marcelo pensa naturalmente, o que as novas elites, nascidas com a democracia e no caldo da revolução, aprenderam artificialmente. Possui um sentido de estado e de missão próprios de quem não precisa da luta política para se afirmar. Tem uma visão estratégica para o país que não enferma da cultura tática dos recém-chegados. Para ele o exercício do poder é uma coisa natural que lhe vem do berço.

No seu primeiro discurso do Dia de Portugal, o presidente não podia ser mais claro. Enumerou, um a um, os grandes momentos históricos onde a elite falhou e à pátria sobrou apenas o seu povo. “Foi o povo, a arraia-miúda, quem valeu ao Mestre de Avis, foi o povo quem não se vergou durante sessenta anos até chegar o primeiro de dezembro, foi o povo, soldados e não soldados quem também fez frente às invasões do princípio do séc. XIX” … e por aí fora até a revolução de Abril, até às dificuldades da crise.

A década de Marcelo está apenas a começar. Será a década das maiores mudanças da modernidade. Daqui a 10 anos nada será como dantes. Basta olhar para o que acontece em Espanha e França (países que curiosamente Marcelo não quis nomear como invasores no seu discurso) onde os sistemas partidários já não conseguem dar estabilidade aos seus países. Marcelo sabe que a sua presidência será mais relevante que todas as anteriores. Sabe que entre ele e o povo a distância vai ser cada vez mais curta.

Por isto Marcelo se liga ao povo. Como um rei de antigamente.

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A bem da Nação

Quem estranha as medidas do governo na Educação nos Transportes só pode estar distraído com propaganda. A atitude do governo não só é expectável, como óbvia e, bem vistas as coisas, até desejável.

Neste momento só duas coisas preocupam António Costa. Aumentar a sua popularidade e apear Pedro Passos Coelho de líder PSD. Para que isso aconteça são precisas de duas coisas: manter-se no poder e minar a liderança partidária do antigo primeiro ministro.
Para se manter no poder, tem de cumprir as promessas que fez aos partidos que agora lhe deram a cadeira de São Bento. Para enfraquecer Passos Coelho precisa de dar sinais aos adversários internos do ex-PM que o PSD ainda pode voltar ao poder durante esta legislatura. Desde que alije o antigo líder.
É por isto que não se compreende tanto correr de tinta e até indignação, entre jornalistas  e comentadores . As alterações na Educação (fim de uns exames e aparecimento de outros) e nos Transportes (reversões e “desprivatizações”) são apenas a parte do acordo que Costa fez com os partidos que o apoiam na Assembleia da República. Estranho era se fosse ao contrário.
Estamos na “Fase 1” da governação onde Costa precisa do apoio da esquerda. Neste quadro é obrigatório fazer a vontade à maior corporação do país: os professores; e garantir ao PCP o poder “mítico” de paralisar o país via sector público dos transportes. Só assim haverá orçamento e a possibilidade de Costa governar com popularidade. O que não é difícil de prever, tendo em conta as medidas muito populares que estão anunciadas.
Por outro lado, (…)

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O preço do poder

Que súbito frenesí que acometeu os novos governantes pode deitar tudo a perder? Será que António Costa perdeu o juízo e vai arrastar o país de novo para o abismo como muitos já dizem?

Há grande preocupação pelas alterações que o Governo está a introduzir no país. Parece consensual que não faz sentido nenhum mudar as regras dos professores a meio do ano letivo. E sou um exemplo: como pai ter que me adaptar a um novo calendário. A minha filha vai ter de fazer exame todos os anos. Fez os que acabam e vai fazer os que agora são introduzidos. Não é pelo facto de fazer mais exames – isso nunca prejudicou ninguém – mas sim pelas alterações ao sistema de ensino e manuais escolares. Há mais despesas a fazer, horários a conjugar e livros para vender. A reversão das privatizações nas empresas de transportes também não se entende. Se eram empresas deficitárias e o problema estava resolvido, porquê ficar com o problema de novo? Desconcerto.

É desgoverno? Burrice? Vai voltar tudo a ser como dantes? A troika está de novo à porta?

[bctt tweet=”Será que António Costa não quer, afinal, a bem da nação?”]

É preciso estar atento. António Costa é um aristocrata tão habituado à gestão do poder como pouco à vontade nos processos para a sua conquista. É descendente de uma das mais antigas famílias Brâmanes, filho de um destacado (e ativo) militante do Partido Comunista, foi dirigente associativo e membro de sucessivos governos. A política corre-lhe nas veias.

O que ao primeiro ministro falta em estratégia eleitoral – quem não se lembra das eleições autárquicas intercalares de 2007 e da sua magra vitória contra um PSD partido aos bocados; já para não falar das últimas legislativas onde conseguiu perder as eleições “que até o Rato Mickey ganhava” contra o governo que mais penalizou os portugueses desde o 25 de abril – sobra em astúcia palaciana.

Este é o objeto de reflexão da minha crónica de amanhã no  Jornal de Notícias

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SUB-30

Este texto é para os novos. Os mais velhos sabem quase tudo o que aqui se vai dizer. Mas se quiserem recordar fiquem. No fim, fala-se do que falhou.

Para quem nasceu depois de 1980  o que se vai contar aqui até pode parecer ficção, mas não é. Antes de Portugal entrar para a Europa, faz agora 30 anos, os nossos problemas eram outros, e acreditem, bem piores. O problema de Portugal não é a Europa. A Europa é a nossa sorte desaproveitada.

Só quem é mais jovem é que não se lembra como era aquele Portugal antes de entrarmos para CEE. Quem tem memória, querendo sempre esquecer, só gosta que lhe “contem como foi ” em programas de televisão lamechas e a puxar ao sentimento. De resto é melhor não falar disso. Até aos anos 80, Portugal ainda era aquele país onde era preciso “viver habitualmente”, como Salazar, o nosso “saudoso” ditador, gostava tanto de dizer.

[bctt tweet=”O problema de Portugal não é a Europa. A Europa é a nossa sorte desaproveitada.”]

Portugal era então uma espécie de terceiro mundo ocidental. Sem vias de comunicação, sem equipamento social, sem assistência médica, sem cultura e sem esperança (nem de vida). Era tão iletrado e isolado do progresso que basta deixar os factos falar para corarmos de vergonha.

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António Houdini Costa

Há um político português que se transforma aos olhos de todos qual mestre do escapismo. De perdedor a primeiro ministro, António Costa mostra nos bastidores argumentos que não conseguiu ter, nem de perto nem de […]

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O lado negro da Internet

A internet é como um iceberg. São tão lindos os 10 por cento que estão à vista como complexos e perigosos os outros 90. São feitos da mesma matéria que afundou o Titanic. Apesar disto, […]

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Este tempo não é para velhos

Uma das maiores dificuldades para os pais deste milénio é a saber como compreender a forma como os seu filhos atingem e gerem o conhecimento. O século XX, esse antigo nosso tempo, era linear e […]

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Triturar políticos

Dogma: Não há nenhum direito de resposta que lave uma honra perdida. Isto é assim e ponto final. Por mais vezes que prove uma inocência no futuro, as notícias do passado, por mais falsas e […]

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Óbidos Vila Literária é uma folia

Visto esta semana pela pena da Lícinia Girão na revista Evasões roteiro sobre o que Óbidos vai ser de 15 a 25 de Outubro mais à frente este ano. A Vila Literária. Uma bela antecipação. Aqui fica para […]

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Verdade ou consequência

Que dizer de um país onde o Presidente da República faz campanha pelo governo, o governo faz leis que são campanha, a floresta arde e não se vê nas notícias e a justiça continua a […]

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LISBOA PAGA A TRAIDORES

Em 2014 o Governo conseguiu aquilo que durante anos foi a sua única obsessão: conseguir a “saída limpa” do programa de assistência financeira. Com a “saída limpa” distanciava-se da Grécia e juntava-se à Irlanda, reforçava […]

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A espuma dos dias

O que escutam as escutas

A lei das escutas é clara. Só se pode escutar o telefone a quem seja suspeito de ter cometido um crime. Para ser legal escutar conversas é preciso que já exista uma investigação oficial em […]