Uber ou táxi?

A vida do avião Concorde foi condicionada por questões legais (ruído e poluição), mas foi um acidente que pos fim à sua vida comercial. Noutra escala e noutro tempo, a Uber vai colocar às autoridades questões semelhantes com a convivência com os sitemas tradicionais de transporte.

Utilizar o Uber é uma experiência nova. Para uns é de longe muito melhor que a qualidade do serviço médio prestado pelos taxistas. Chama-se o Uber, sabe-se quando está a porta, o preço provável da viagem é conhecido à partida, o pagamento cómodo os motoristas calados.

Como aconteceu com o Concorde a Uber perde dinheiro todos anos, só que desta vez há uma estratégia por trás do modelo de negócio: Acabar com o atual serviço de taxis.

É o progresso? Ou a pobreza das nações? 

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Será que um dia vamos falar assim do Uber?

“Voar no Concorde era uma experiência única” Tendo uma velocidade de cruzeiro em torno de 2,5 vezes a de qualquer aeronave de passageiros – 1.150 nós contra 450 nós, sendo 1.292 nós o recorde em 19 de Dezembro de 1985 – ele foi capaz de um feito memorável: um Concorde e um Boeing 747 da Air France decolaram ao mesmo tempo, o Concorde de Boston e o Boeing 747 de Paris. O Concorde chegou em Paris, ficou uma hora no solo e retornou a Boston, pousando 11 minutos antes do Boeing 747.

concorde-media-intelligece-portugal-specialistsTurbulência era uma coisa rara para o Concorde pois voava a grande altitude. Olhando pela janela podia-se ver claramente a curvatura do globo terrestre. A aeronave era mais rápida que a velocidade de rotação da Terra, e isso se fazia notar quando ela decolava após o pôr do sol de Londres e chegava a Nova Iorque ainda de dia. Porém, por se tratar de um avião supersônico, o Concorde emitia muito ruído e poluição, e assim, por muito tempo, restrições ambientais impediram sua operação nos Estados Unidos

O serviço de passageiros no Concorde permaneceu sem acidentes por cerca de 24 anos, aterrando regularmente, além de Nova Iorque e Washington, nas cidades de Miami, Bridgetown (Barbados), Caracas, Ilha de Santa Maria, Dakar, Bahrain, Singapura, Cidade do México e Rio de Janeiro.

Ao longo destes anos, o avião girou à volta do mundo nas duas direções, visitando todos os continentes, exceto a Antártica. Porém, em 25 de julho de 2000, uma das unidades da Air France (Voo Air France 4590) teve um acidente fatal, causado por uma peça de um DC-10 da Continental Airlines, que se soltara na pista minutos antes da decolagem do Concorde. Este acidente levou à paralisação de toda a frota francesa e britânica e considerado como a principal causa do fim dos voos do Concorde.