Não ao Estado de Emergência

Não é preciso ser especialista em saúde publica para perceber que uma doença em média que 44% das pessoas são a percentagem de assimtomáticos só se pode controlar testando toda a gente. Mas isso é possível? 

Se a resposta é “não”, então o debate que precisamos ter não é sobre os prolongamentos do Estado de Emergência que nos destroem a economia. O debate é sobre se Portugal vai escolher o presente ou adiá-lo (sabe Deus durante quanto tempo mais) por causa de um futuro que será sempre incerto. 

O debate que todos precisamos fazer é sobre como vamos escolher quem se salva e quem morre nos hospitais. Por muito que nos doa, essa é a única conversa que interessa ter. 

Quanto mais tempo demorarmos a fazê-la mais pobres vamos ficar. Porque é impossível salvar toda a gente e encarar cada cidadão da mesma maneira quando se trata de escolher salvar alguém. 

Os políticos escolheram para comunicar a narrativa errada de que o “mundo” é igual para todos e que todos têm direito às mesmas coisas — independentemente de quem são, do que fazem, da sua idade, da sorte que têm ou de quanto e como trabalham. A pandemia veio mostrar como essa narrativa é errada e perigosa.

Claro que a morte de uma pessoa é sempre uma coisa triste e dramática, mas fazer crer que salvar todos é possível, é uma desonestidade imensa. 

Por isto isso o debate sobre o prolongamento do Estado de Emergência é não é uma questão de saúde pública, nem sequer uma questão política. É apenas uma matéria eleitoral.

A pandemia é a fava que nenhum político queria — Faz perder eleições, Trump que o diga — mas Churchill também as perdeu depois de ganhar a guerra.  

A conversa de Emergência a ter com os portugueses é de outro estado. Mas será que os nossos políticos têm coragem para isso?

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